Cultura

Tito lança o single 'Só', que estará em seu álbum autoral 'Ectopia'

A canção está sendo disponibilizada nesta quinta-feira (4) em todas as plataformas digitais; também saindo do forno o videoclipe da música

04 de Março de 2021, 10:01

Eduardo Afonso Vasconcelos

O cantor e compositor maceioense Tito lança nesta quinta-feira (4) sua segunda música de trabalho, intitulada “Só”. De sua autoria, a canção compõe o álbum “Ectopia”, assinado pelo projeto Talvez Tito. O álbum de dez faixas está previsto para vir a público no segundo semestre. As influências de Tito vão do indie nacional, a exemplo da banda Terno Rei e do músico Rubel, passando pelo pós-punk de The Smiths, ao rock alternativo de grupos como Built to Speel e Pedro the Lion. 

Também está sendo lançado nesta quinta-feira o videoclipe de “Só”, feito pelo designer de animação Matheus Vicente, com texturas e cores que simulam a técnica de colagem para compor o cenário escolhido como base: o mar. Tito adiantou ao Alagoas Boreal que a canção trata do “medo de estar sozinho”, que “tolhe a alegria da descoberta e a bravura genuína de decidir o próprio caminho”. 

Tito: 'Sentimentos que demoraram muito a cessar'

Em novembro do ano passado, o cantor e compositor lançou o clipe de seu primeiro trabalho solo, “Guria”, disponível no YouTube. Dirigido talentosamente por Gabriel Moreira, o vídeo exibe uma bonita e delicada performance de dança, executada e pensada pelos atores Mirella Pimentel e Alexandrea Constantino. “Apostamos em tons pastéis e no clima nublado para construir a narrativa”, afirma Tito. 

Aos 22 anos, Tito não é exatamente estreante na música. Começou a tocar guitarra aos 14 numa banda de punk rock e, segundo ele, a aspiração a compositor apareceu aos 18, depois de uma desilusão amorosa. Agora, com “Ectopia”, Tito promete abordar “sentimentos que demoraram muito a cessar”. Essa declaração acaba por justificar o nome do álbum, que é uma palavra comumente utilizada na área médica. O artista atribui o significado de ectopia a "algo que está num lugar, mas não deveria”. “Como Bolsonaro na presidência”, arremata.