Cultura

'Alagoas, 200', do jornalista Odilon Rios, é lançado em versão digital

O livro organiza os acontecimentos históricos passados no bicentenário do estado a partir do olhar de grandes historiadores alagoanos

30 de Março de 2021, 09:48

Eduardo Afonso Vasconcelos

Lançado em 2017 por ocasião do bicentenário do estado, o livro “Alagoas, 200”, escrito pelo jornalista Odilon Rios, chega agora à versão digital, disponível para pré-venda na plataforma Amazon. A obra reúne entrevistas com pesquisadores – tais como Douglas Apratto, Sávio Almeida, Dirceu Lindoso e Élcio Verçosa –, cujos relatos desenham os acontecimentos mais relevantes do bicentenário alagoano para apresentar o estado inserido no contexto nacional, o que acaba por lançar luz histórica sobre o obscurantismo que se instaurou no país desde o golpe contra a presidenta Dilma em 2016.

Historiador marxista Dirceu Lindoso (Maragogi, 1932-Maceió, 2019) foi entrevistado por Rios
A versão e-book de 'Alagoas, 200' está na Amazon

Como admite o autor, “o passado e o presente são interligados”. “Como podemos, por exemplo, entender a cordialidade da nossa polícia com o colarinho branco e a fúria com os despossuídos sem a analogia ao passado?”, questiona. Nesse sentido, o livro de Odilon Rios, na busca de desprender-se de perspectivas arcaicas que acabam apagando certos rastros históricos, revela faces pouco exploradas da sociedade alagoana. “Falamos de episódios bastante conhecidos, como o Quilombo dos Palmares, mas, também, citamos a Revolta do Quebra Quilos e os povos das matas, com episódios e personagens pouco conhecidos, contudo importantes para a construção do nosso cenário social, político e econômico.”

Sobre os episódios históricos mais célebres, o jornalista destaca o olhar atento e revelador lançado pelos pesquisadores entrevistados, que, em sua jornada acadêmica, “dedicam-se a Alagoas”, buscando entender “como funcionam nossas engrenagens”. Assim, Odilon Rios parece assinar a dedicatória do livro ao povo alagoano. “Eu gosto de classificar este trabalho como uma homenagem. Nossa história não está erguida num altar sagrado, longe do nosso povo. Ela é o nosso povo. Queiramos ou não saber disso.”