Turismo em Pauta

Qualidade, sabor e diversidade são diferenciais da gastronomia em Maceió

O visitante pode se deliciar com a comida portuguesa, francesa, italiana, espanhola, peruana, japonesa e chinesa, mas não esconde o seu fascínio por pratos que representam a cozinha alagoana

12 de Abril de 2021, 09:53

Ivaldo Pinto é jornalista

Em Maceió, o turista tem uma gama de opções para comer bem nos restaurantes e bares da orla e arredores. O cardápio é atraente e diversificado. O visitante pode se deliciar com a comida portuguesa, francesa, italiana, espanhola, peruana, japonesa e chinesa, mas não esconde o seu fascínio por pratos que representam a cozinha alagoana, preparados sob diversas formas, a exemplo de fritada de siri, maçunim ou sururu ao coco, peixada ao molho de coco e camarão, lagosta e peixes de várias espécies, assados ou fritos.

Há também, no cardápio de restaurantes e bares, pratos da comida regional com carnes de várias espécies, com destaque para a carne de sol com fava ou feijão verde, bem como picanhas grelhadas nas chapas aquecidas a álcool, ao gosto do freguês, sem esquecer os pernis, bistecas de porco e boi, frango assado, carne de bode, carneiro e charque e a nobre carne de búfalo. Para tira-gosto, agulhinha frita, casquinha de siri, caranguejo uçá, camarões de água doce, pitus, guaiamus, patinhas de uçá e ostras servidas cruas com pingos de limão e pitadas de sal. 

Para acompanhar as refeições, deliciosos sucos de acerola, mangaba, laranja, caju, graviola, pinha, umbu, goiaba, maracujá e, para sobremesa, doces de frutas variadas: goiaba, jaca, mamão e banana, que podem ser degustados junto com queijo coalho ou manteiga, sem esquecer as cocadas, broas de goma e sequilhos. Bom também são as tapiocas comercializadas no calçadão da orla marítima, feitas na hora. A escolha fica por conta do freguês: uns preferem degustá-la na sua forma natural, com coco, outros a comem com queijos e doces variados. 

Outra boa opção para comer bem, a preços módicos, é no povoado Massagueira, um dos maiores polos gastronômicos do Nordeste, no vizinho município de Marechal Deodoro, distante 21 km de Maceió. Nos restaurantes e barzinhos à margem da Lagoa Manguaba, a comida é à base de produtos do mar e da lagoa, como peixes, camarão, lagosta, maçunim, caranguejo, filé de siri e sururu. Os estabelecimentos servem também carnes e aves. Para sobremesa, nada melhor do que os suspiros, cocadas e frutas tropicais comercializadas pelos moradores na estrada de acesso ao povoado.

Notas 

  • “Reconstruindo o Turismo” é o slogan do Festuris 2021, que já tem data para sua realização: de 4 a 7 de novembro, nos pavilhões do Serra Park, em Gramado, na Serra Gaúcha. Será a 33ª. edição de um dos eventos mais tradicionais e longevos do país. A meta dos organizadores é trabalhar com muita força e dedicação para conectar marcas, destinos e pessoas, contribuindo, assim, para o desenvolvimento do turismo. Em breve, será anunciada uma super novidade com o reposicionamento dos produtos Festuris em 2021, com muita coisa boa para acontecer. Para relembrar, em 2020, o Festuris foi a primeira feira de negócios turísticos das Américas que ocorreu de forma presencial durante a pandemia. 
    Festuris 2021 está definido para o mês de novembro na bonita Gramado/ Fotos/ Ivaldo Pinto
  • Pacote emergencial para empresários da cadeia de turismo, um dos setores mais afetados pela pandemia do novo coronavírus, é uma ação do governo de Alagoas, que, através da agência de fomento Desenvolve, liberou recursos da ordem de R$ 1 milhão, em menos de 20 dias de atendimento. O Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, à frente do plano de retomada da economia em Alagoas, afirma que esse é o pacote econômico mais forte e robusto do país. O crédito está disponível para as empresas do Simples Nacional, com taxa zero de juros e carência de seis meses. Para os microempreendedores individuais do segmento, o limite de crédito é de R$ 4 mil, taxa zero e pagamento de 50% do governo do estado. A contrapartida do executivo é a manutenção dos empregos por parte do empreendedor. 
  • Decreto da prefeitura João Pessoa, divulgado na semana passada, na segunda-feira (5), permite a abertura de opções de lazer e de serviços, com o uso da faixa de areia das praias e o banho de mar, bem como passeio na calçadinha da orla e prática de atividades físicas/esportivas sem limitação de horário e sem aglomerações. Contudo, continua proibida a utilização de barracas, cadeiras e consumo de bebidas alcoólicas, bem como estacionamento de veículos após às 16h. O decreto também contempla os empresários do setor de bares, restaurantes, lanchonetes e lojas de conveniência, cujos estabelecimentos poderão funcionar das 6h às 22h, com ocupação de 30% de sua capacidade, podendo chegar a 50% de áreas abertas. Foram liberadas ainda visitas aos parques Solon de Lucena e Arruda Câmara, respectivamente, e às praças e logradouros públicos da cidade.
    João Pessoa libera faixa de areia das praias, sem aglomerações

De volta ao passado 

O Luxor foi o primeiro hotel de porte na capital/ Foto/ Arquivo I. Pinto

Inaugurado em 1973, o Hotel Luxor, localizado na Praia da Avenida, foi a primeira unidade hoteleira de porte de Maceió, categoria quatros estrelas. O Luxor contava com um confortável restaurante – o Forno & Fogão – com uma bela vista do mar, muito frequentado por figuras de destaque da sociedade alagoana e turistas. Na época, era chique almoçar ou jantar no Forno & Fogão, referência gastronômica da cidade. No final da década de 1970, não recordo o ano, a Associação de Jornalistas de Turismo de Alagoas (Ajotal), que era presidida pelo jornalista Josué Júnior, recepcionou o jornalista João Alberto Sobral, colunista do Diário de Pernambuco, com um jantar no Forno & Fogão. Na foto, Josué Júnior, ao lado de João Alberto, Carlos Alípio/Ajotal, o gerente do hotel, o português Carvalhaes, e Ivaldo Pinto/Ajotal, em bate-papo descontraído.

Contato: ivaldopintodebarros@hotmail.com