Cultura

Galeria de artes inaugura exposições virtuais simultâneas

As duas mostras, 'Partitura cromática' e 'Desaguar Identidade' podem ser visualizadas no site da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas, que recebe os projetos na galeria do Complexo Cultural, no centro de Maceió

19 de Abril de 2021, 11:09

Da Redação

“Partitura cromática”, do coletivo Sonata Têxtil, e “Desaguar e Identidade”, do projeto Ciclos Visuais, são as duas exposições que estreiam nesta segunda-feira (19) na galeria de artes do Complexo Cultural Teatro Deodoro, à rua Barão de Maceió, 77, no centro da capital. A primeira mostra, de acordo com a comunicação do Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (a Diteal), “traz à tona obras de artistas produzidas a partir de suas inquietações durante a quarentena”. Por sua vez, “Desaguar e Identidade” propõe um debate sobre “a imagem da mulher no universo artístico”. “Assim, a arte desabrocha, mais uma vez, de forma virtual, em duas exposições simultâneas, no site da Diteal”, destaca o informativo da instituição enviado ao Alagoas Boreal.

Obra de Tati Barros para a mostra 'Partitura cromática'

“Como as atividades na galeria de artes, bem como os espetáculos nos teatros Deodoro e Arena, seguem suspensas, devido à pandemia da covid-19”, indica a comunicação da Diteal, “as visitas às mostras, instaladas no piso principal e no mezanino do Complexo Cultural serão, inicialmente, feitas de forma online. Quando forem permitidas, as visitas presenciais serão retomadas com os protocolos sanitários necessários para a segurança de todos.”

A exposição “Partitura cromática”, que curadoria dos artistas visuais Alice Barros e Robertson Dorta, reúne 30 obras de pequeno, médio e grande porte assinadas por Ana Karina Luna, Ana Luiza Bargham, Cida Vieira, Daniel Cavalcante, Fátima Vieira, Flaviane Prado, Gabi Coêlho, Jackson Lima, Jennyh Gama, Kayo Queiroz, Layla Vilela, Lourani Correia, Lucilda Galvão, Magdália, Maria Albuquerque, Milla Pasan, Noeme Gomes, Raíssa Galvão, Rhuana Caldas, Synara Holanda, Tati Barros e Weber Bagetti.

Quadro da artista venezuelana Oriana Perez, da mostra 'Desaguar e Identidade'

A ideia dos curadores era realizar “uma síntese visual das vivências dos artistas no isolamento social”, buscando referências musicais. De acordo com a comunicação da Diteal, “surgiram obras entrelaçando pintura, desenho, escultura, fotografia e instalações, e técnicas e suportes têxteis (bordado, costura, alinhavo, tecitura, colagem, textura, trama, papéis, papelões, materiais orgânicos e tecidos)”. A inspiração seguiu letras e melodias de MPB, incluindo alguns artistas locais, como o cantor e compositor Júnior Almeida.

Trabalho de Geoneide Brandão, do projeto Ciclos Visuais

Por sua vez, a mostra “Desaguar e Identidade” apresenta trabalhos de Julyanne Sêmele, Marina Nemesio, Yasmin Falcão, Nayò, Amanda Prado, Geoneide Brandão, Oriana Perez, Júlia Dudu. Leonardo Acioli, o músico Batata Boy, é responsável pela administração do projeto.  

Para a Diteal, o objetivo dessa mostra é “agregar, ressignificar e fomentar a cena das artes visuais feminina no estado”. O press-release da instituição cita Oriana, de origem venezuelana, “que expande o horizonte do projeto como imigrante”, e Geoneide Brandão, “militante LGBT+, originária do sertão alagoano”.

Para a curadora Alice Barros, os artistas conectados à distância, "ao permitirem essa grafia sonora-visual se propagar, entregaram-se ao silêncio, à música interior; abriram trincheiras no peito, em busca de luz para ser cor, e experimentaram as tecituras melódicas alinhavadas por memórias afetivas”. “Eles comungaram um mesmo ritmo, a percussão cardíaca a reverberar saudades, lembranças, signos, tons, cores, linhas e formas em construção e desconstrução, ou seja, o parto de um filho desejado em meio à guerra, a arte sendo parida com um sorriso no olhar, a cura extravasada pelas entranhas.”