Cultura

MB, cantor líder da banda Sifrão, dá início a carreira solo com o single 'Sobrevivo na Cidade'

Lançada este mês, a canção integra o álbum que ainda não foi concluído; 'Sobrevivo na cidade/ Eu não consigo me encaixar em nenhum lugar', canta o artista maceioense

23 de Setembro de 2021, 10:44

Sebage Jorge/ Editor

O músico e produtor cultural maceioense MB, que conhecíamos como Marcos Bruno, líder da banda Sifrão, ex-gerente proprietário na capital da casa underground de shows Pub Fiction (e agora parceiro do decano Rex Jazz Bar), lança o single “Sobrevivo na Cidade”. A faixa integra o primeiro álbum solo do artista, que está vindo por aí com faixas “inspiradas pelo cotidiano”. 

Bem, o trabalho de MB à frente da Sifrão se destacava pela harmonia das canções, numa pegada pop/ska à alagoana em ambiente solar. Numa primeira audição de “Sobrevivo na Cidade”, percebe-se o carimbo melódico e carismático de MB, trabalhando com arranjos precisos combinados à espontaneidade característica que todos conhecemos. A faixa, como o título indica, busca uma acomodação no tempo/espaço que vivemos, ou, melhor, busca a felicidade pessoal e realização coletiva. No início da canção, Marquinho desabafa: “Sobrevivo na cidade/ Eu não consigo me encaixar em nenhum lugar”. 

MB: ''Refletir sobre o caminho que estamos seguindo'/ Foto/ R. Bello

E continua: “Ando apressado, descolei um emprego/ Meus amigos se casaram cedo, não tive tempo de ver/ Porque eu estava ocupado blindando a alma”. E aí, deixando para trás a canção juvenil surf and beach da Sifrão, ele se explica: “Papo de sombra, praia, ondas e de pôr do sol/ Aquele dia foi perfeito”.

Bem vinda a maturidade e a carreira solo do velho e bom MB, que afirma em "Sobrevivo na Cidade" que “cada um tem sua história”. “Eu estou escrevendo a minha, eu começo com o pé direito”, continua, arrematando: “Errado ou certo, estou chegando mais perto”.

Ouça aqui a faixa 'Sobrevivo na Cidade'

No informativo enviado à Redação, o cantor, compositor, arranjador diz que “todo mundo acaba sendo convidado a se adequar a alguma formula do sucesso para não ficar para trás”. “A faixa nos leva a refletir sobre o caminho que estamos seguindo e assim nos alerta sobre o quanto pode ser perigoso seguir a multidão. O não se encaixar, por ser subjetivo, nos leva a questionar se isso deveria nos deixar alegres ou tristes.”

Massa. E tem a surpresa boa do rebelde romântico (e escatológico) rapper Ding: “Meu baseado tem nada demais/ Mas o que o estado me dá é muito menos que eu posso lhe dar/ Nem saneamento pra gente cagar…”

Parabéns aos envolvidos. A capa do single é de Cristiano Suarez e a produção é de MB, Diogo Rezende, Juninho Bragazion e Pedão.