Cultura

Paulo Sérgio Bran comemora os 50 anos cantando Doors no Babason

O bar e restaurante é um templo do rock em Maceió; a banda Oficina 137 também faz aniversário: 21 anos; o show neste sábado (9) começa às 20h

09 de Outubro de 2021, 17:02

Sebage Jorge/ Editor

A banda Oficina 137 está de volta ao bar e espaço de rock Babasom, neste sábado (9), a partir das 20h. O líder da trupe Paulo Sérgio Bran também comemora aniversário – de 50 anos. Longa vida ao rock alagoano. “Completei 50 anos na segunda-feira, dia 4, mas a comemoração é mesmo no Babasom”, explica Bran, que levará seu projeto "Jimbo", tributo classudo em homenagem aos Doors e a Jim Morrison. "Jimbo na verdade é o diminutivo de Jim, no caso uma maneira carinhosa de chamar Jim", explica Bran, fã incondicional do psicodélico Jim Morrison (EUA, 1943-1971).

Além de Paulo Sérgio Bran nos vocais, a Oficina 137 é formada por Rafael Lima e Cleber Amaral, nas guitarras base e solo; Luiz Carlos no contrabaixo e Alex Matos na bateria. “Estamos fazendo The Doors desde 2014”, avisa o cantor, que é, também, compositor. “Mas não tocaremos as músicas autorais. Em breve, sim, voltaremos a tocar as músicas dos dois álbuns que lançamos e várias músicas novas.”

Luiz Carlos, Cléber Amaral e Alex Matos no estúdio Poker em Maceió

O clássico restaurante e bar de rock Babasom fica no bairro do Conjunto Santo Eduardo, rua Pres. Agostinho da Silva Neves, 19. Noite de sábado, tire uma folga e não perca essa festa. Segue a entrevista com Paulo Sérgio Bran.

Paulo Sérgio: 'Estou sempre escrevendo, escrever é minha droga'

O Babasom esteve sempre presente na sua vida musical...

Paulo Sérgio Bran — A banda Oficina 137, costumo brincar entre os amigos, é uma banda do proletariado, coisa que me deixa cheio de orgulho. Pois sua verdade é mais latente, por ter tido sua origem realmente em uma oficina de trabalhos em vidros, que ficava na rua Santa Fernanda, 137.

Nesses 21 anos, o que mudou no Oficina 137? As formações são diferentes, mas você continua firme e forte à frente da banda.

Bran — Nesses 21 anos tivemos algumas formações. A mais demorada foi de 2002 até 2010. De 2010 até os dias de hoje, ficaram na Oficina 137 os que tinham de ficar. Eu geralmente deixo todos bem à vontade, e cada pessoa só dá o que tem. Mesmo tendo fundado a banda em 1999, nunca me coloquei como o dono da banda, apesar que em qualquer projeto é necessário alguém à frente para que ele aconteça. E vale lembrar também que de 2010 para cá a Oficina 137 realizou várias homenagens e nisso várias pessoas diferentes se encaixaram em cada projeto. Como foram as homenagens aos Secos e Molhados, Roberto Carlos (anos 1960/70), Pearl Jam, Zé Ramalho, Capital Inicial e The Doors.

Rafael Lima faz guitarra base e solo/ Fotos/ Sebage Jorge

Você está compondo, pretende gravar?

Bran — Estou sempre escrevendo, escrever é a minha droga. Tanto é que criei uma página no facebook onde comecei a colocar meus poemas. É só procurar no Facebook Paulo Sergio Bran.

Quais são os planos da banda para este resto de ano e para o ano que vem?

Bran — Os planos da Oficina para os últimos meses deste ano é continuar trabalhando e nos anos seguintes.

A pandemia atrapalhou muito?

Bran — A pandemia atrapalhou não somente a mim, mas como a todos. Perdi um amigo muito próximo. A covid, a pandemia, acredito ter contribuído muito para minha mãe ter falecido, de infarto. Está com dez meses. Dedicarei essa apresentação a ela, que também era uma artista.