Cultura

Maria Emília Clark homenageia o educador e dramaturgo Luiz Sávio de Almeida

A dançarina e coreógrafa estreia 'Savium' no Teatro Deodoro, nessa quinta-feira (18), às 20h; balé traça uma trajetória social, artística e acadêmica do autor de 'Alagoas nos Tempos do Cólera' e 'A Farinhada'

17 de Novembro de 2021, 11:48

Sebage Jorge/ Editor

A bailarina e coreógrafa Maria Emília Clark estreia em Maceió, nessa quinta-feira (18), às 20h, o espetáculo “Savium”. A coreografia em homenagem ao professor, cientista social, historiador e dramaturgo Luiz Sávio de Almeida será encenada no Teatro Deodoro, à rua Barão de Maceió, s/n, centro da capital, integrando a programação dos 111 anos de nossa mais tradicional casa de espetáculos. A entrada é gratuita.

'Sávio criou um arcabouço de histórias do nosso povo', diz Emília Clark

“É um trabalho técnico e artístico, em que apresentaremos a vida e a obra do mestre, envolvido com uma gama de questões sociais, como a negritude e a indígena”, conta Maria Emília Clark, destacando “o universo sensorial” de Sávio de Almeida, segundo ela, totalmente voltado “à igualdade do nosso povo”. “Através de reflexões em seu blog ‘Campus’, que é quase um diário, Sávio criou um arcabouço de histórias do nosso povo, de nossa terra em evolução humanitária.” 

Monteiro e Sebage com o padrinho de aventuras teatrais e existenciais

Savium em latim significa beijo; em italiano, inteligente, brilhante. Isso define bem o homenageado. Doutor em História pela Universidade de Pernambuco e mestre em Educação pela Universidade do Estado de Michigan (EUA), Luiz Sávio de Almeida é autor de dezenas de livros que reescrevem nossa história e sociedade.

“Um paralelo é criado a partir de entrevista de Sávio, com a trilha sonora apresentando a voz do mestre em passado, presente e ideias futuras”, explica Emília Clark no informativo enviado à Redação, lembrando os compositores e cantores que estão na trilha sonora, Michael Nyman, Phillip Glass, Milton Nascimento e Chico Buarque, entre eles. "Além dos batuques alagoanos e universais”, avisa a dançarina e coreógrafa. 

Visáo histórica e étnica da sociedade alagoana em dezenas de livros

Mônica Carvalho, assistente social e mestra em Sociologia, filha de Sávio de Almeida, colaborou com o roteiro do espetáculo; a iluminação é de Aldo Gomes e os bailarinos são Euller Lima, Renata Paiva, Felipe Alves, Jhenny Rotandaro, Bruno Borges, Natália Buarque, Lucas Alves, Luana Soares, Daniel Lanças, Kelly Mota, João Sabino, Júlia Miranda e Chrislayne Araújo.

“João, Júlia e Chrislayne são adolescentes do projeto em parceria com a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas, a Diteal, que é desenvolvido há seis anos, apoiando 40 crianças e adolescentes da rede pública de ensino”, informa Maria Emília Clark. “É uma ação voluntária e gratuita.”