Cultura

Em álbum lançado em novembro, Naty Barros dá o tom do rap arapiraquense

Batidas eletrônicas e referência à música e à religiosidade africanas costuram as faixas de 'Bata Cabeça', primeiro álbum da artista

02 de Dezembro de 2021, 10:53

Da Redação

Com o álbum “Bata Cabeça” lançado em novembro, a arapiraquense Naty Barros demonstra a força do rap no agreste alagoano. “Inaugura um novo tempo de rimas agrestes, assinando na pedra sua cadência rupestre”, observa o press-release assinado pelo jornalista Breno Airan, enviado à Redação. O disco de nove faixas pode ser conferido no canal da artista no YouTube e em plataformas de streaming como o Spotify. Em seu perfil no Instagram, informação sobre shows e novos lançamentos.

“O álbum já traz na capa um chamado e uma reverência ao segredo, ao mistério, ao espírito. Embora eu já tenha lançado alguns outros trabalhos nesses anos de carreira, esse momento que vivo agora é diferente”, explica Naty Barros. “É meu primeiro álbum, minha chegada, minha bença, meu abraço. Faz parte da rotina, da vida: primeiro, você bate cabeça. E esse álbum nasce no ventre do Agreste. É uma busca por conectar memórias e sonhos contemporâneos com nossas tradições africanas de origem. Uma tentativa de entrelaçar o tempo, o nosso passado com um presente de potência e um futuro de possibilidade. O futuro é ontem.”

'Canto que associa o verso nordestino e a batida africana', diz Barros

“Antes de tudo, Naty é poeta. Carrega uma mística imensa, um canto que associa o verso nordestino e a batida africana — ela achou seu canto, seu lugar”, comenta Airan. “Faixa a faixa, a cantora, compositora e beatmaker elabora um discurso livre sobre ser-se, estar no mundo e quebrar correntezas no peito, com a cor azulejada da noite iluminando a nossa pele, nossa superfície. Até que isso se aprofunde em nós para além da epiderme — a cada nova vivência, nova audição do álbum.”

“Bata Cabeça” conta com Camila Maria, Larissa Lima, Lella Sobreira e Mayk Andreele, e a própria Naty Barros, na produção executiva.

Ouça aqui o álbum de Naty Barros

Naty, Colombia Beats, FM, Furmiga Dub, Luana Flores e PH fazem a produção musical. A produção fonográfica é de Pedão e a engenharia de som é de Sandro Siri Cardoso, responsável pela captação do som. Mixagem e masterização do estúdio QG dos Manos (Maceió).

O projeto gráfico é de Naty Barros e da ilustradora Keyla Gondim. A produção do álbum foi viabilizada com recursos da lei federal emergencial Aldir Blanc.